Aconteceu na sexta-feira (01/04), nova eleição para a Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Cantanhede, por determinação judicial do Juiz Marco Aurélio, que está respondendo pela Comarca de Cantanhede.
Na nova eleição, foi eleito presidente o vereador de PDT José Raimundo, vice o Gerson Jr. (PT), 1° secretário Raimundo José (PTB) e 2° secretário Cleber Caldas (PR).
Esta nova eleição trouxe algumas consequências desfavoráveis para o secretário estadual de articulação política, Hildo Rocha e seu grupo político em Cantanhede, tais como:
1) Perdeu o controle da Câmara, pois, o vereador Maciel Veras afirmou que era seu aliado;
2) Perdeu a vereadora Zeca do Ronildo que em seu discurso afirmou que não fazia mais parte do grupo Hildo rocha;
3) Se o Maciel não voltar para a presidência o Hildo irá perder simbolicamente, pois todos acreditam que ele tem força junto a Governadora e à Justiça;
4) Quando começou o processo de escolha da Mesa Diretora da Câmara o Hildo contava com três vereadores aliados e chegou a contar com quatro, hoje tem apenas dois.
Não posso afirmar que o grupo Hildo Rocha irá perder a eleição em 2012, mas no momento está muito enfraquecido. Durante a sessão na Câmara, muitos aliados diziam que apoiam o secretário, mas não têm compromisso de apoiar a sua esposa. Acredito que ex-prefeito está muito preocupado com a situação em Cantanhede, percebe-se que seus aliados estão diminuíndo, ele precisará fazer urgentemente alguma coisa para estancar o fluxo de pessoas que estão abandonando-o.
O Ronildo com família e aliados já pulou fora da barca rochista, ele que foi uma base de apoio financeiro do grupo nos últimos dois anos, uma perda considerável. Muitos outros já tinham saído.
Acredito que o Vereador Maciel Veras voltará para a presidência da Câmara, pois isto representa muito para os planos de Hildo Rocha, no entanto, se isto não ocorrer o grande derrotado será o Secretário de Articulação Política. Os vereadores que fazem parte da Mesa Diretora junto com Maciel, falaram na Sexta-feira, que se ele voltar eles irão renunciar, criando assim uma nova disputa judicial, pois a Mesa não pode funcionar com apenas o Presidente.
Bastou passarem as águas de março para a política em Cantanhede voltar a esquentar.
Estamos aqui para divulgar os acontecimentos políticos de nossa cidade, quem sabe não seja a volta do Maciel.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Prefeitura de Pirapemas é investigada pela polícia Federal
O jornal O Diário do Povo do Piauí informa que a Polícia Federal daquele Estado está investigando, no bojo da Operação Geleira, as prefeituras maranhenses de Caxias, Colinas, Santa Inês, Pindaré-Mirim, Monção, Pirapemas, Arame, Estreito e Balsas.
A Operação Geleira levou para a cadeia no início do ano sete prefeitos, dois ex-prefeitos e mais 21 contadores, secretários, advogados, assessores e lobistas, acusados de desvios de verbas das prefeituras.
O esquema é o velho uso de notas fiscais frias ou falsas para comprovação de despesas do SUS e Fundeb. O rombo ao todo envolve recursos na casa dos R$ 20 milhões.
A extensão das investigações ao Maranhão foi determinada pelo procurador da República em Brasília, Paulo Araripe. Os federais já estiveram em vários municípios maranhenses em busca de documentos, como Balsas.
A investigação se concentra também em escritórios de advocacia e construtoras. A PF descobriu que os contadores usavam documentos e CNPJ dessas firmas sem o conhecimento de seus proprietários.
“Existem contratos de pequenas empreiteiras do Piauí atuando em prefeituras do Maranhão, sendo que os proprietários nunca foram a esses municípios ou sequer os conhecem. Alguns documentos eram falsos, mas foram usados CNPJ e notas fiscais verdadeiras para justificar o serviço e a saída do dinheiro. O caso está sendo apurado junto aos Tribunais de Contas do Maranhão e Piauí”, diz O Diário do Povo do Piauí.
terça-feira, 29 de março de 2011
Termina a missão de José Alencar, um Brasileiro exemplar.
Em 08 de julho de 2009, quando o então vice-presidente José Alencar, enfrentava bravamente o câncer no intestino, destaquei, aqui no blog, o exemplo que ele dava a todos nós. Hoje, com sua morte, em vez de reproduzir as informações que estão em toda a mídia, prefiro destacar o que escrevi sobre a via crucis desse guerreiro.
O CALVÁRIO DO VICE-PRESIDENTE JOSÉ ALENCAR: UMA LIÇÃO DE CORAGEM
Em meio a tanta turbulência política, uma pausa para falar de dor, sofrimento, calvário, e acima, de tudo de determinação e coragem. Somos sabedores que temos, ao longo da vida, que carregar nossas cruzes e seguir por vias dolorosas. Por fraqueza, muitos terminam ficando pelo caminho, abandonando suas lutas, seus ideais. Não aguentam o peso da cruz. O certo é que cada um tem sua via crucis, em algum momento da vida. Uma, em particular, tem me chamado a atenção nos últimos dias: a do vice-presidente José Alencar.
É admirável a forma como ele encara um câncer que o consome a cada instante. Corrói o corpo, não seu espírito de um homem vencedor e sempre esbanjando otimismo. É uma lição de como enfrentar os problemas de frente, mesmo sabendo – no caso dele – que o desfecho já está traçado: a morte. Seu constante bom humor o prepara para recebê-la de braços abertos.
Alencar, de 77 anos, trava uma luta pessoal contra o câncer no intestino há 10 anos. O estágio é avançado e não pode mais ser submetido a intervenções cirúrgicas. Já teve a doença na próstata e depois no abdômen. A doença, acredita-se, está em metástase, evoluindo para outros órgãos. É muito sofrimento, enfrentado de cabeça erguida. Com certeza, é, antes de tudo, um forte, como diria Euclides da Cunha.
Temos que agradecer a José Alencar por estar nos oportunizando presenciar a bravura de um homem determinado, corajoso, que não se abate diante de um inimigo temido por todos, pelo fato de, em muitos casos, não permitir cura. Como homem público, mostrou que é possível passar pela política e não se deixar enlamear nas pocilgas em que se encontram muitos de nossos representantes. Fica, portanto, o legado de um bravo.
Uma biografia de vencedor
José Alencar Gomes da Silva nasceu em 17 de outubro de 1931, no lugarejo de Itamuri, município de Muriaé, na Zona da Mata mineira, filho de Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva.
Aos 14 anos de idade, deixou a casa paterna para trabalhar de balconista numa loja de armarinhos da cidade de Muriaé. Ganhava 600 cruzeiros por mês. Pouco tempo depois, tendo recebido proposta mais vantajosa, transferiu-se para Caratinga, onde continuou a trabalhar de balconista. Aos 18 anos, emancipado pelo pai, estabeleceu-se como comerciante, com a lojinha "A Queimadeira", cujo nome foi sugerido por um viajante português, o senhor Lopes, sob o curioso argumento de que "se fosse um bar, seria Bar Cristal; mas não é um bar, então é "A Queimadeira", porque vai vender barato..." Ali se vendia de tudo um pouco: tecidos, calçados, chapéus, guarda-chuvas, sombrinhas, armarinho, etc. Depois de "A Queimadeira", o hoje Vice-Presidente da República foi viajante comercial, atacadista de cereais, dono de fábrica de macarrão, atacadista de tecidos, e industrial do ramo de confecções.
Em 1967, em parceria com o empresário e Deputado Luiz de Paula Ferreira, da área de beneficiamento de algodão, fundou em Montes Claros a Companhia de Tecidos Norte de Minas – Coteminas, hoje um dos maiores grupos industriais têxteis do país.A Coteminas tem hoje 11 unidades industriais em quatro estados brasileiros – Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraíba e Santa Catarina – e uma na Argentina. As 12 fábricas produzem e distribuem fios, tecidos, malhas, camisetas, meias, toalhas de banho e de rosto, roupões e lençóis, vendidos no mercado interno, nos Estados Unidos, Europa e países do Mercosul.Na condição de empresário, José Alencar Gomes da Silva dedicou-se também às entidades de classe empresarial, tendo sido Presidente da Associação Comercial de Ubá, Diretor da Associação Comercial de Minas, Presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e Vice-Presidente da Confederação Nacional da Indústria.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Audiência pública discute problemas na Cidade Olimpica
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| Vereador Dr. Fernando Lima (PCdoB) |
Há 14 anos o bairro da Cidade Olímpica existe, são mais de 90 mil moradores que residem na região, apesar do grande número populacional, pouco tendo sido feito por parte do poder executivo municipal e estadual.
Em virtude desse abandono, moradores e líderes comunitários se reuniram na manhã de quinta-feira (24/03), na Igreja da Santíssima Trindade na Cidade Olímpica, para reivindicar aos vereadores da casa legislativa de São Luís melhorias na qualidade de vida da população.
A comunidade do bairro que se fez presente tinha como principal objetivo chamar atenção das autoridades públicas sobre as principais questões que afligem os moradores, ressaltando melhorias e ampliações das escolas públicas municipais e estaduais, transporte público, saneamento básico, postos de saúde, segurança pública e infraestrutura do bairro.
Um problema que também atormenta a comunidade é falta da coleta de lixo. Em cada rua ou avenida existe pelo menos um muro com o aviso “não coloque lixo nesse local”, apesar do apelo da mensagem, os moradores ficam sem alternativa, diante da má prestação de serviço por parte da Prefeitura de São Luís.
BNC Cidade
BNC Cidade
PCdoB: UMA LUTA DE TODOS NÓS
PCdoB: UMA LUTA DE TODOS NÓS.
O SOCIALISMO COMO UTOPIA COTIDIANA...
Fruto das lutas dos trabalhadores nasceu empunhando a bandeira do socialismo a qual soube irmanar com as jornadas pelos direitos do povo e pelo desenvolvimento soberano e democrático do Brasil. Este conteúdo de sua trajetória é o que explica sua longevidade e seu contínuo rejuvenescimento. É o que o faz um partido jovem sendo o mais antigo. Ao encaminhar-se para seus 90 anos é uma legenda que se expande. Alarga sua presença nas várias esferas da luta política, social e de idéias. Valoriza suas relações com a intelectualidade progressista, com o mundo da ciência e da cultura. O Partido tem um vínculo histórico com as aspirações progressistas e revolucionárias dos estudantes e da juventude, cujas lutas e bandeiras da União da Juventude Socialista (UJS) têm sido um canal de expressão. De igual modo, valoriza, com palavras e prática, a luta emancipacionista das mulheres.
Para levar adiante este grande projeto transformador, movimenta-se para que sua essência revolucionária seja continuadamente reafirmada e avivada. Longo e difícil foi o caminho que percorreu até aqui. Enfrentou governos retrógrados e ditaduras que infestaram o período republicano. Toda vez que a democracia foi golpeada ele – com ela compromissado – foi o primeiro a ser atingido. Num país gigante de riquezas sempre cobiçado e saqueado pelas grandes potências, a defesa que realiza da soberania nacional atraiu o ódio dos entreguistas e do imperialismo. É um Partido que se forjou, portanto, combatendo ditaduras e defendendo a democracia e a liberdade! Hoje, o PCdoB bate-se por uma reforma política que amplie a democracia, ao mesmo tempo em que luta pela democratização da mídia. Enfrenta a renitência da direita que insiste em tentar criminalizar os movimentos sociais.
No Maranhão ganhamos dimensão de poder real, pois o povo ainda sente atravessado na garganta o criminoso e violento resultado eleitoral de 2010. Mais, o conjunto oposicionista liderados por Flavio Dino, continuam se articulando pra libertar o estado desses laços de dependência feudal e oligarquizante.
Escrever a história, resgatar a memória de seu acervo de realizações e lições, de sua galeria de heróis de homens e mulheres que deram sua vida pela causa do Brasil, da democracia e do socialismo, inspiram as gerações contemporâneas a seguir avante. Alimentam-nas de ânimo e entusiasmo para edificarem um partido forte, influente, massivo com bases militantes, capaz de forjar a aliança necessária e liderar as lutas para o triunfo de seu Programa Socialista.
Prof. Adonilson Lima
Dirigente Estadual PCdoB
Com rombo de R$ 75,4 milhões, MA é o campeão em verba desviada do SUS
Criado em 1990 para assegurar o pleno atendimento médico-hospitalar à população, o Sistema Único de Saúde (SUS) transformou-se no tesouro mais nobre e vulnerável do orçamento público brasileiro. Recursos bilionários e pulverizados são desviados de hospitais, clínicas credenciadas e unidades de saúde.
Investigações administrativas do Ministério da Saúde e da Controladoria Geral da União, concluídas entre 2007 e 2010, apontaram desvios de R$ 662,2 milhões no Fundo Nacional de Saúde. As fraudes incluem compras e pagamentos irregulares, superfaturamentos, desperdício com construção de hospitais que não funcionam e até contratação de um mesmo médico para 17 lugares ao mesmo tempo.
O campeão em desvios foi o Maranhão, com um buraco de R$ 75,4 milhões. No estado governado por Roseana Sarney (PMDB) as investigações concluídas e encaminhadas ao Tribunal de Contas da União em 2010 totalizam dívida com o SUS de R$ 75,4 milhões.
O estado, coroado com um dos piores e mais desestruturados sistemas públicos de saúde, acumula as três maiores cobranças por desvio em 2010. Uma delas é de R$ 3,6 milhões, e os responsáveis seriam os ex-gestores da cidade de Raposa, na região metropolitana de São Luís. Só agora, o TCU tomará pé de irregularidades cometidas entre 1999 e 2004, quando foram pagos 615 cheques para empresas inexistentes e com endereços falsos ou para saldar procedimentos do SUS não comprovados. (Com informações de O Globo)
sexta-feira, 25 de março de 2011
CARTA ABERTA DOS EDUCADORES DA REDE ESTADUAL À SOCIEDADE MARANHENSE
AS MENTIRAS DO GOVERNO SOBRE A GREVE DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO.
Na tentativa de confundir a opinião pública e de colocar a sociedade contra os educadores do Maranhão, o governo do Estado, utilizando seus poderosos meios de comunicação, tem vinculado nos últimos dias uma séries de mentiras referentes à greve dos educadores. O objetivo do governo é tentar encobrir a situação de sucateamento e abandono em que se encontra a educação pública estadual, bem como falsear a política, descomprometida, desenvolvida pela governadora Roseana Sarney.
Em nota oficial o governo afirma que os professores do Maranhão recebem um dos maiores salários do Brasil. Porém, em pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, no ano de 2010, o salário base dos professores do Maranhão, proporcionalmente à carga horária de trabalho semanal, ocupa apenas a 13ª posição entre os estados brasileiros, postando-se atrás dos estados do Acre, Roraima, Alagoas, Tocantins, Espírito Santo, Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Bahia e do Distrito Federal. E, levando em consideração que todas as gratificações dos educadores maranhenses incidem sobre o salário base, essa situação vem provocando uma profunda desvalorização na carreira desse servidor. Enquanto em Sergipe, um professor de nível superior, no início de carreira, tem acrescido a seu salário mensal um valor de R$ 478,00 referente à titulação de mestrado, no Maranhão, esse valor é apenas de R$ 141,88.
Por outro lado, se fizermos uma comparação da remuneração do professor do Maranhão (nível superior) da rede estadual de ensino, com a remuneração de outras categorias da administração direta do Estado, constataremos que esse professor tem um rendimento salarial inferior ao do soldado da polícia militar (nível médio), ao do agente penitenciário (nível médio), ao do agente da polícia civil (nível médio), ao do auxiliar de serviços operacionais (1° grau) e do motorista do judiciário (nível médio).
Gostaríamos de esclarecer à população que a greve dos professores é um movimento que tem como objetivo principal a defesa da qualidade da educação pública do Maranhão e a garantia de direitos constitucionais que, nesse momento, encontram-se violados pelo desrespeito e intransigência do atual governo.
Ano após anos, o Maranhão tem sustentado a posição de último lugar em qualidade de educação. Essa situação é conseqüência de uma contínua e progressiva política de desestruturação da educação maranhense, facilmente detectada pelas salas de aulas superlotadas, escolas sem bibliotecas ou com acervos defasados, precárias condições de trabalhos, inexistência de profissionais para ministrar aulas de informática, diretores nomeados pelo critério do apadrinhamento político, falta de professores para ministrar várias disciplinas e uma permanente política de desvalorização do corpo docente.
Além disso, torna-se muito difícil alcançarmos uma melhoria na qualidade da educação pública, pertencendo a um estado em que a maior parte da população encontra-se em situação de pobreza, vitimadas por uma brutal desigualdade social que, privilegia alguns poucos em detrimento da maioria.
Entre os estados brasileiros, o Maranhão tem o menor índice de investimento financeiro por aluno. 1 milhão e 103 mil maranhenses são analfabetos ou possuem menos que um ano de instrução; 15,4% da população têm menos de 10 anos de estudo. Para agravar ainda mais essa tragédia, a rede estadual de ensino tem a segunda maior taxa de superlotação das salas de aulas no Nordeste. Enquanto um professor da Paraíba, que leciona com 30 alunos por turma tem em média 540 atividades para avaliar por bimestre, em cada turma. No Maranhão, esse número salta para 810 atividades/turma, promovendo assim um excessivo acréscimo nas tarefas pedagógicas do professor, incidindo diretamente na qualidade de ensino.
Quando assistimos na TV as propagandas ou matérias pagas com dinheiro público que mostram uma turma de 20 alunos numa sala limpa e arejada, recebendo merenda de boa qualidade, percebemos até onde vai o cinismo e a falsidade dos nossos “governantes”.
Em 2010, o ano letivo foi diminuído em praticamente um bimestre, por determinação do governo, que alegou dificuldade financeira para manter funcionando as escolas e exigiu que tal medida fosse acatada sem questionamentos. Portanto, quem descumpre o calendário letivo, prejudicando o aprendizado de milhares de alunos é o governo e não os professores.
Foi em face de toda essa situação, que os educadores do Maranhão recorreram ao movimento paredista, pois não viram alternativa possível, diante da intransigência e irresponsabilidade do atual governo.
Diferente do que a propaganda governista publica, os trabalhadores decidiram paralisar suas atividades tendo como principais pontos de reivindicação: a aprovação de um novo estatuto que regulamentará o exercício profissional dos educadores, cumprimento dos reajustes anuais estabelecidos pela Lei do Piso Salarial que o atual governo insiste em não cumprir; assinatura imediata das progressões, promoções e titulações que, apesar da lei garantir esse benefício, o governo se recusa a concedê-lo; nomeação imediata dos professores concursados, objetivando por fim a humilhação a que são submetidos os professores contratados. Dessa forma a greve dos educadores é um movimento que reivindica apenas direitos legalmente conquistados que o governo Roseana Sarney tem violado.
O governo tem insistido no discurso da falta de recursos financeiros para o cumprimento de tais itens. Entretanto, essa justificativa não tem a menor sustentação prática, visto que nos últimos anos a receita tributária do Estado, assim como os recursos repassados ao FUNDEB do Maranhão, tem crescido substancialmente. O que falta na verdade, é compromisso político com a educação pública. O maior exemplo disso foi a medida provisória encaminhada recentemente pela governadora e aprovada na Assembléia Legislativa que aumentou os salários dos secretários e deputados estaduais em mais de 8 mil reais, fazendo com que estes passassem a ter o maior salário do Brasil.
Assim, ao invés de tentar confundir a opinião pública utilizando-se de argumentos sem nenhuma veracidade, com claro objetivo de tentar colocar a população contra seus educadores, o governo do Estado deveria esclarecer as várias denuncias de corrupção e desvio de dinheiro público envolvendo o alto escalão da Secretaria de Educação, da FAPEMA e da Secretaria de Ciência e Tecnologia, esta última fechou os CETECMAS e até hoje não justificou tal medida.
Por tudo isso, este movimento, impregnado pela sede e fome de justiça, conclama a todos: educadores, pais, alunos e a sociedade de modo geral para, unidos, formarmos trincheiras em defesa de uma educação pública de qualidade social.
Na tentativa de confundir a opinião pública e de colocar a sociedade contra os educadores do Maranhão, o governo do Estado, utilizando seus poderosos meios de comunicação, tem vinculado nos últimos dias uma séries de mentiras referentes à greve dos educadores. O objetivo do governo é tentar encobrir a situação de sucateamento e abandono em que se encontra a educação pública estadual, bem como falsear a política, descomprometida, desenvolvida pela governadora Roseana Sarney.
Em nota oficial o governo afirma que os professores do Maranhão recebem um dos maiores salários do Brasil. Porém, em pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, no ano de 2010, o salário base dos professores do Maranhão, proporcionalmente à carga horária de trabalho semanal, ocupa apenas a 13ª posição entre os estados brasileiros, postando-se atrás dos estados do Acre, Roraima, Alagoas, Tocantins, Espírito Santo, Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Bahia e do Distrito Federal. E, levando em consideração que todas as gratificações dos educadores maranhenses incidem sobre o salário base, essa situação vem provocando uma profunda desvalorização na carreira desse servidor. Enquanto em Sergipe, um professor de nível superior, no início de carreira, tem acrescido a seu salário mensal um valor de R$ 478,00 referente à titulação de mestrado, no Maranhão, esse valor é apenas de R$ 141,88.
Por outro lado, se fizermos uma comparação da remuneração do professor do Maranhão (nível superior) da rede estadual de ensino, com a remuneração de outras categorias da administração direta do Estado, constataremos que esse professor tem um rendimento salarial inferior ao do soldado da polícia militar (nível médio), ao do agente penitenciário (nível médio), ao do agente da polícia civil (nível médio), ao do auxiliar de serviços operacionais (1° grau) e do motorista do judiciário (nível médio).
Gostaríamos de esclarecer à população que a greve dos professores é um movimento que tem como objetivo principal a defesa da qualidade da educação pública do Maranhão e a garantia de direitos constitucionais que, nesse momento, encontram-se violados pelo desrespeito e intransigência do atual governo.
Ano após anos, o Maranhão tem sustentado a posição de último lugar em qualidade de educação. Essa situação é conseqüência de uma contínua e progressiva política de desestruturação da educação maranhense, facilmente detectada pelas salas de aulas superlotadas, escolas sem bibliotecas ou com acervos defasados, precárias condições de trabalhos, inexistência de profissionais para ministrar aulas de informática, diretores nomeados pelo critério do apadrinhamento político, falta de professores para ministrar várias disciplinas e uma permanente política de desvalorização do corpo docente.
Além disso, torna-se muito difícil alcançarmos uma melhoria na qualidade da educação pública, pertencendo a um estado em que a maior parte da população encontra-se em situação de pobreza, vitimadas por uma brutal desigualdade social que, privilegia alguns poucos em detrimento da maioria.
Entre os estados brasileiros, o Maranhão tem o menor índice de investimento financeiro por aluno. 1 milhão e 103 mil maranhenses são analfabetos ou possuem menos que um ano de instrução; 15,4% da população têm menos de 10 anos de estudo. Para agravar ainda mais essa tragédia, a rede estadual de ensino tem a segunda maior taxa de superlotação das salas de aulas no Nordeste. Enquanto um professor da Paraíba, que leciona com 30 alunos por turma tem em média 540 atividades para avaliar por bimestre, em cada turma. No Maranhão, esse número salta para 810 atividades/turma, promovendo assim um excessivo acréscimo nas tarefas pedagógicas do professor, incidindo diretamente na qualidade de ensino.
Quando assistimos na TV as propagandas ou matérias pagas com dinheiro público que mostram uma turma de 20 alunos numa sala limpa e arejada, recebendo merenda de boa qualidade, percebemos até onde vai o cinismo e a falsidade dos nossos “governantes”.
Em 2010, o ano letivo foi diminuído em praticamente um bimestre, por determinação do governo, que alegou dificuldade financeira para manter funcionando as escolas e exigiu que tal medida fosse acatada sem questionamentos. Portanto, quem descumpre o calendário letivo, prejudicando o aprendizado de milhares de alunos é o governo e não os professores.
Foi em face de toda essa situação, que os educadores do Maranhão recorreram ao movimento paredista, pois não viram alternativa possível, diante da intransigência e irresponsabilidade do atual governo.
Diferente do que a propaganda governista publica, os trabalhadores decidiram paralisar suas atividades tendo como principais pontos de reivindicação: a aprovação de um novo estatuto que regulamentará o exercício profissional dos educadores, cumprimento dos reajustes anuais estabelecidos pela Lei do Piso Salarial que o atual governo insiste em não cumprir; assinatura imediata das progressões, promoções e titulações que, apesar da lei garantir esse benefício, o governo se recusa a concedê-lo; nomeação imediata dos professores concursados, objetivando por fim a humilhação a que são submetidos os professores contratados. Dessa forma a greve dos educadores é um movimento que reivindica apenas direitos legalmente conquistados que o governo Roseana Sarney tem violado.
O governo tem insistido no discurso da falta de recursos financeiros para o cumprimento de tais itens. Entretanto, essa justificativa não tem a menor sustentação prática, visto que nos últimos anos a receita tributária do Estado, assim como os recursos repassados ao FUNDEB do Maranhão, tem crescido substancialmente. O que falta na verdade, é compromisso político com a educação pública. O maior exemplo disso foi a medida provisória encaminhada recentemente pela governadora e aprovada na Assembléia Legislativa que aumentou os salários dos secretários e deputados estaduais em mais de 8 mil reais, fazendo com que estes passassem a ter o maior salário do Brasil.
Assim, ao invés de tentar confundir a opinião pública utilizando-se de argumentos sem nenhuma veracidade, com claro objetivo de tentar colocar a população contra seus educadores, o governo do Estado deveria esclarecer as várias denuncias de corrupção e desvio de dinheiro público envolvendo o alto escalão da Secretaria de Educação, da FAPEMA e da Secretaria de Ciência e Tecnologia, esta última fechou os CETECMAS e até hoje não justificou tal medida.
Por tudo isso, este movimento, impregnado pela sede e fome de justiça, conclama a todos: educadores, pais, alunos e a sociedade de modo geral para, unidos, formarmos trincheiras em defesa de uma educação pública de qualidade social.
Rafael Araújo da Silva
CST/UIT/QI - PSOL
Rede de Defesa dos Direitos da Cidadania do Vale do Itapecuru - Núcleo de Codó
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